← Sala de Aula
08

O negócio é a diversidade: os anos 70 e a consolidação da indústria fonográfica no Brasil

16 questões · 15 de múltipla escolha

0102030405060708091011

Ler o capítulo 8 →

  • 01 Pucrj 2017

    Ouro de Tolo

    Raul Seixas

    Eu devia estar contente

    Porque eu tenho um emprego

    Sou um dito cidadão respeitável

    E ganho quatro mil cruzeiros por mês

    Eu devia agradecer ao Senhor

    Por ter tido sucesso na vida como artista

    Eu devia estar feliz

    Porque consegui comprar um Corcel 73

    Eu devia estar alegre e satisfeito

    Por morar em Ipanema

    Depois de ter passado fome por dois anos

    Aqui na Cidade Maravilhosa [...]

    Essa canção do ano de 1973 dialoga com aspectos associados ao crescimento da economia brasileira durante o período da ditadura militar, o chamado milagre econômico. Assinale a alternativa INCORRETA

  • 02 Adaptada

    Leia o trecho da música Canto para minha morte, de Raul Seixas.

    Qual será a forma da minha morte?

    Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.

    SEIXAS, Raul. Canto para minha morte. In: Há 10 mil anos atrás. [LP] Philips, 1976.

    Podemos dizer que a morte corresponde a um atributo universal dos seres vivos. Entretanto, há diversas formas de abordá-la. Sobre a forma como a sociologia aborda o tema, assinale a alternativa CORRETA.

  • 03 Famema 2020

    O período mais produtivo da Época de Ouro da MPB coincide, basicamente, com o Estado Novo (1937-1945), implantado por Getúlio Vargas. Não é uma simples coincidência. Em 1937, Vargas criou o Ince (Instituto Nacional de Cinema Educativo), o SNT (Serviço Nacional de Teatro) e o INL (Instituto Nacional do Livro). De outro lado, Vargas também operava, com mão de ferro, o famigerado DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda).

    (José Arbex Jr. e Maria Helena V. Senise. Cinco séculos de Brasil, 1998. Adaptado.)

    Durante o Estado Novo,

  • 04 Uerj 2025

    Em 13 de dezembro de 1968, o governo militar brasileiro decretou o Ato Institucional nº 5. A notícia circulou no dia seguinte nos principais meios de comunicação do país. Nos trechos destacados acima, da primeira página da edição do Jornal do Brasil que noticiou o fato, são identificados os seguintes aspectos daquela conjuntura política:

  • 05 Pucrs Medicina 2025

    Sobre o contexto social e cultural dos anos 1970 no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.

  • 06 Fgv 2023

    "Em 1968, o planeta todo pegou fogo. Foi como se uma palavra de ordem universal tivesse sido dada. Em Paris, Roma, Berlim ou Turim, a calçada e o paralelepípedo tornaram-se símbolos de uma geração revoltada. 'We want the world and we want it now'(queremos o mundo e o queremos já) cantava Jim Morrisson (...)”

    COHN-BENDIT , Daniel. Nós que amávamos tanto revolução. São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 10.

    Os acontecimentos aludidos por Cohn-Bendit referem-se:

  • 07 Enem 2021

    Comportamento geral

    Você deve estampar sempre um ar de alegria

    E dizer: tudo tem melhorado

    Você deve rezar pelo bem do patrão

    E esquecer que está desempregado

    Você merece

    Você merece

    Tudo vai bem, tudo legal

    Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé

    Se acabarem com teu carnaval

    Você deve aprender a baixar a cabeça

    E dizer sempre: muito obrigado

    São palavras que ainda te deixam dizer

    Por ser homem bem disciplinado

    Deve pois só fazer pelo bem da nação

    Tudo aquilo que for ordenado

    Pra ganhar um fuscão no juízo final

    E diploma de bem-comportado

    GONZAGUINHA. Luiz Gonzaga Jr. Rio de Janeiro: Odeon. 1973 (fragmento).

    Pela análise do tema e dos procedimentos argumentativos utilizados na letra da canção composta por Gonzaguinha na década de 1970, infere-se o objetivo de

  • 08 Enem PPL 2024

    Woodstock surpreendeu porque esperava reunir bem menos pessoas. Foram vendidos cerca de 180 mil ingressos, mas, diante do intenso fluxo de pessoas chegando à fazenda onde o evento estava acontecendo, os organizadores decidiram torná-lo gratuito. A multidão fez sua própria música, compartilhou comida, convivendo por três dias com sujeira, lama e falta de estrutura. Woodstock foi pensado como um evento lucrativo. Era a irresistível comunhão entre pop rock e a indústria cultural. Mas a multidão, em sua criatividade e ilusões, fez parecer que 1969 era o ano zero de uma nova civilização. Transformado em filme, o festival recuperou facilmente os lucros perdidos com a derrubada das cercas. A indústria cultural não deixou de vencer e absorver, pouco a pouco, a criatividade juvenil expressa na música pop rock do final dos anos 1970.

    MARIUZZO, P. Woodstock. 40 anos do festival que marcou a música e as gerações. Ciência e Cultura, n.4, 2009 (adaptado).

    O caráter contraditório mencionado no texto relaciona-se ao(à)

  • 09 Espm 2023

    Neste ano (2022), três importantes representantes da cultura musical brasileira completaram 80 anos.

    Eles fizeram parte dos seguintes movimentos musicais:

  • 10 Upe-ssa 3 2016

    Jurei mentiras

    E sigo sozinho

    Assumo os pecados (...)

    Os ventos do norte

    Não movem moinhos

    E o que me resta

    É só um gemido

    Minha vida, meus mortos

    Meus caminhos tortos

    Meu Sangue Latino

    RICARDO, João; MENDONÇA, Paulinho. Sangue Latino. 1973.

    Sangue Latino foi um dos maiores sucessos do grupo musical Secos e Molhados, que tinha como vocalista Ney Matogrosso. Essa música foi uma expressão de protesto contra o seguinte evento histórico nacional:

  • 11 Imed 2018

    Um dos belos poemas escritos por Vinícius de Moraes é Rosa de Hiroshima, o qual foi musicado por Ney Matogrosso. Abaixo consta uma passagem da obra mencionada.

    Pensem nas crianças

    Mudas telepáticas

    Pensem nas meninas

    Cegas inexatas

    Pensem nas mulheres

    Rotas alteradas

    Pensem nas feridas

    Como rosas cálidas

    Mas, oh, não se esqueçam

    Da rosa da rosa

    Da rosa de Hiroshima [...]

    A partir da leitura dos versos de Vinicius de Moraes e de seus conhecimentos de História, marque a alternativa correta:

  • 12 Mackenzie 2019

    A frase acima, do artista plástico Hélio Oiticica, sintetizou uma série de trabalhos que ficaram conhecidos como Marginália ou Poesia Marginal. Esse exemplo de contracultura, sintetizada na Literatura nacional por frases curtas e transgressoras, por vezes, pichações em muros surgiu decorrente de um momento conturbado na nossa história. Sobre esse período, considere as afirmativas abaixo.

    I. O período em pauta refere-se ao final do Estado Novo de Getúlio Vargas, marcado pela ação censora do DIP – Departamento da Imprensa e Propaganda- que além de combater qualquer tipo de ideologia subversiva, atrelava a poesia nacional a padrões acadêmicos conservadores.

    II. Refere-se ao final da ditadura militar e ao início do Movimento Diretas Já, em que os jovens brasileiros manifestaram sua adesão ao processo de restauração de um governo democrático por meio de uma poesia marcada pelo coloquialismo, sarcasmo e humor.

    III. Poesia Marginal surgiu como crítica e uma forma de escapar aos conservadorismos da sociedade dos anos 70, incorporando à Literatura elementos e representações da violência diária nas grandes cidades,j á que os jovens artistas tinham seus trabalhos recusados pelas editoras.

    Assinale a afirmativa correta,

  • 13 Uece 2018

    Atente aos seguintes excertos sobre a década de 1970:

    “A padronização do ‘moderno’ chegava ao auge no Brasil dos anos 70 em meio a flagrantes contrastes e desigualdades sociais, regionais, culturais”.

    “Depois do vendaval dos anos 60 que atingiu ‘corações e mentes’ de uma geração inteira, os anos 70começaram sob a égide da fragmentação: desdobramentos da contracultura, movimentos underground, punk, misticismo oriental, vida em comunidades religiosas ou naturalistas, valorização do individualismo, expansão do uso de drogas”.

    HABERT, N. A década de 70: apogeu e crise da ditadura militar brasileira. São Paulo: 3ª Ed. Editora Ática,1996, p.71 e 74.

    Assinale a opção que apresenta exemplo(s) da cultura da década de 1970 no Brasil.

  • 14 Puccamp 2018

    Texto:

    Lembrando e pensando a TV

    Houve um tempo em que a TV – acreditem, ó jovens! – ainda não existia. Ouvia-se rádio, ia-se ao cinema. Mas um dia chegou às casas das pessoas um aparelho com o som vivo do rádio acoplado avivas imagens, diferentes das do cinema, imagens chegadas de algum lugar do presente, “ao vivo”. Logo saberíamos que todas as imagens do mundo, inclusive os filmes do cinema, poderiam estar ao nosso alcance, naquela telinha da sala. Modificaram-se os hábitos das famílias, seus horários, sua disponibilidade, seus valores. A TV chegou para reinar.

    A variedade da programação já indicava o amplo alcance do novo veículo: notícias, reportagens, musicais, desenhos animados, filmes, propagandas, seriados, esportes, programas humorísticos, peças de teatro – tudo desfilava ali, diante dos nossos olhos, ainda no tubo comandado por grandes válvulas e com imagem em preto e branco. Boa parte dos primeiros aparelhos de TV tinham telas de 16 a 21 polegadas, acondicionadas numa enorme e pesada caixa de madeira. Havia uns três ou quatro canais, com alcance bastante limitado e programação restrita a cinco ou seis horas por dia. Mais tarde as transmissões passariam a ser via satélite e ocupariam as 24 horas do dia.

    Os custos da programação eram pagos pela publicidade, que tomava boa parte do tempo de transmissão. Vendia-se de tudo, de automóveis a margarina, de xaropes para tosse a apartamentos. Filmetes gravados e propagandas ao vivo sucediam-se e misturavam-se a notícias sobre exploração espacial, enquanto documentários estrangeiros falavam da revolução russa, da II Guerra, do nazismo e do fascismo, das convicções pacifistas de Ghandi, das ideias do físico Einstein sobre a criação e a legitimação da ONU etc. etc. Já as incursões históricas propiciadas pelos filmes nos levavam ao tempo de Moisés e do Egito Antigo, ao Império Romano e advento do Cristianismo, tudo entremeando-se ao humor de Chaplin, às caretas de Jerry Lewis e às trapalhadas das primeiras comédias nacionais do gênero chanchada. Houve também o tempo em que as famílias se agrupariam diante dos festivais da canção, torcendo por músicas de protesto, baladas românticas ou de ritmos populares “de raiz”. Enfim, a TV oferecia a um público extasiado um espetáculo variadíssimo, tudo nas poucas polegadas do aparelho, que não tardou a incorporar outras medidas, outros sistemas de funcionamento, projeção em cores e controle remoto.

    As telas de plasma, o processo digital e a interface com a informática foram dotando a TV de muitos outros recursos, até que, bem mais tarde, tivesse que enfrentar a concorrência de outras telas, muito menores, portáteis, disponíveis nos celulares, carregados de aplicativos e serviços. Apesar disso, nada indica que a curto prazo desapareçam da casa os aparelhos de TV, enriquecidos agora por incontáveis dispositivos.

    No plano da cultura e da educação, a televisão teve e tem papel importante. Os telecursos propiciam informação escolar específica nas áreas de Matemática, Física, História, Química, Língua e Literatura, fazendo as vezes da educação formal por meio de incontáveis dispositivos pedagógicos, inclusive a dramatização de conteúdos. Aqui e ali há entrevistas com artistas, políticos, pensadores e personalidades várias, atualizando ideias e promovendo seu debate. No campo da política, é relevante, às vezes decisivo, o papel que a TV tem na formação da opinião pública. A ecologia conta, também, com razoável cobertura, informando, por exemplo, sobre os benefícios da reciclagem de lixo, da cultura de produtos orgânicos e da energia solar.

    Seja como forma de entretenimento, veículo de informação, indução aos debates e repercussão atualizada dos grandes temas de interesse social, a TV vem garantindo seu espaço junto a bilhões de pessoas no mundo todo. Por meio dela, acompanhamos ao vivo momentos agudos da política internacional, a divulgação de um novo plano econômico do governo, a escalada da violência urbana. Ao toque de uma tecla do controle remoto, você pode se transferir, aleatoriamente, do palco de um ataque terrorista para o final meloso de uma comédia romântica.

    Numa espécie de espelhamento multiplicativo e fragmentário da nossa vida e dos poderes da nossa imaginação, a TV vem acompanhando os passos da vida moderna e ditando, mesmo, alguns deles, sem dar sinal de que deixará tão cedo de nos fazer companhia.

    Percival de Lima e Souto, inédito.

    O texto de Percival de Lima Souto refere-se aos festivais da canção e das “músicas de protesto”. Considerando o contexto histórico dos anos 1960 e 1970, é correto afirmar que

    ufanista.

    ditatoriais.

  • 15 Enem 2012

    Foto de Jovens em protesto contra a Guerra do Vietnã.

    Disponível em: http://goldenyears66to69.blogspot.com. Acesso em: 10 out. 2011.

    Texto do Cartaz: “Amor e não guerra”

    Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra, movimentos como o Maio de 1968 ou a campanha contra a Guerra do Vietnã culminaram no estabelecimento de diferentes formas de participação política. Seus slogans, tais como “Quando penso em revolução quero fazer amor”, se tornaram símbolos da agitação cultural nos anos 1960, cuja inovação relacionava-se

  • 16 Uel 2015

    Durante a Ditadura Militar, no Brasil, em especial após o AI-5 em 1968, inicia-se um período de intensa censura às produções culturais, inclusive das músicas, quando vários cantores e compositores tiveram partes e mesmo canções inteiras vetadas à divulgação, discos banidos das lojas, e, como punição, alguns foram condenados ao exílio. Pode-se afirmar que o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda foi um dos alvos prediletos da censura, o que o levou a adotar o pseudônimo “Julinho da Adelaide”, por um tempo. A canção Apesar de Você, de 1970, foi um dos alvos dos censores. Leia parte de sua letra a seguir.

    Hoje você é quem manda Falou, tá falado / Não tem discussão, não.

    A minha gente hoje anda Falando de lado e olhando pro chão. Viu?

    Você que inventou esse Estado / Inventou de inventar

    Toda escuridão / Você que inventou o pecado / Esqueceu-se de inventar o perdão.

    Apesar de você / amanhã há de ser outro dia. / Eu pergunto a você onde vai se esconder

    Da enorme euforia? / Como vai proibir / Quando o galo insistir em cantar?

    Água nova brotando / E a gente se amando sem parar.

    Quando chegar o momento / Esse meu sofrimento / Vou cobrar com juros. Juro!

    Todo esse amor reprimido, / Esse grito contido, / Esse samba no escuro.

    Você que inventou a tristeza / Ora tenha a fineza / de “desinventar”.

    Você vai pagar, e é dobrado, / Cada lágrima rolada / Nesse meu penar.

    Apesar de você / amanhã há de ser outro dia. / Eu pergunto a você onde vai se esconder

    Da enorme euforia? / Como vai proibir / Quando o galo insistir em cantar?

    Água nova brotando / E a gente se amando sem parar.

    Apesar de Você (compacto simples)/Álbum Chico Buarque – 1970.

    É possível perceber, por meio da canção de Chico Buarque, certas características da sociedade daquele período que o Regime Militar preferia que a grande maioria da população não viesse a conhecer. Disserte sobre pelo menos uma dessas características.