“Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, pra mim
Ô, abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o Rei Congo no congado
Brasil, pra mim (...)
Ô! Esse coqueiro que dá coco
Onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar
Brasil, pra mim
Ô! Ouve essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ô! Este Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil, brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil, pra mim”
A canção Aquarela do Brasil foi composta por Ari Barroso e lançada no ano de 1939. Sua letra permite identificar temas que guardam afinidades com a política cultural do Estado Novo, podendo ser destacada a
Atente para a seguinte letra de um samba que se tornou o maior sucesso do carnaval do ano de 1951, exaltando a volta de Vargas ao poder; dessa vez sob uma roupagem democrática:
“Bota o retrato do velho outra vez
Bota no mesmo lugar
O sorriso do velhinho
Faz a gente se animar, oi
Eu já botei o meu
E tu não vais botar?
Já enfeitei o meu
E tu não vais enfeitar?
O sorriso do velhinho
Faz a gente trabalhar”
(PINTO, Mário e LOBO, Haroldo. Retrato do Velho).
Sobre o segundo governo Vargas, é correto afirmar que
TEXTO I
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati
FIRMINO, D. et al. História pra ninar gente grande. In: Sambas-Enredo 2019. Rio de Janeiro: Universal Music, 2018 (fragmento).
TEXTO II
Prático do porto de Fortaleza, Chico da Matilde teve um importante papel no abolicionismo do Ceará ao liderar, em 1881, seus companheiros jangadeiros que se recusaram a embarcar os escravizados que seriam enviados às províncias do Sul. O Ceará seria a primeira província brasileira a abolir a escravidão, em 1884, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea. Na ocasião, Chico da Matilde embarcou para o Rio de Janeiro, junto com ele levou uma de suas jangadas, nomeada Liberdade. A recepção e as comemorações abolicionistas na Corte ajudaram a consolidar a alcunha de Dragão do Mar.
BOUZADA, M. A. Em 1881, oDragão do Mar impediu o tráfico de escravos. Disponível em: www.bn.gov.br. Acesso em: 8 nov. 2021 (adaptado).
As abordagens dos textos I e II se complementam por ressaltarem que o fator essencial para o sucesso do processo abolicionista no Brasil foi a
TEXTO I
Aquarela do Brasil
Brasil!
Meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Pra mim! Pra mim, pra mim
BARROSO, A. Rio de Janeiro: Odeon, 1939 (fragmento).
TEXTO II
Menestrel das Alagoas
Quem é esse que conhece
Alagoas e Gerais
E fala a língua do povo
Como ninguém fala mais?
Quem é esse?
De quem é essa ira santa
Essa saúde civil
Que tocando a ferida
Redescobre o Brasil?
Quem é esse peregrino
Que caminha sem parar
Quem é esse meu poeta
Que ninguém pode calar?
NASCIMENTO, M.; BRANT, F. Milton Nascimento ao vivo. São Paulo: Barclay, 1983 (fragmento).
Os trechos pertencem a canções que se tornaram emblemáticas, respectivamente, dos seguintes fatos históricos:
Leia os fragmentos de dois sambas-enredo vencedores dos respectivos carnavais no final dos anos 1980 no Rio de Janeiro.
I. “Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares Influenciando a abolição”.
(Vila Isabel, 1988)
II. “Pra Isabel, a heroína
Que assinou a lei divina
Negro dançou, comemorou
O fim da sina”.
(Imperatriz Leopoldinense, 1989)
Sobre o tema é CORRETO afirmar que:
Leia a seguinte letra de uma canção.
“Disseram que eu voltei americanizada”
“E disseram que eu voltei americanizada
Com o burro do dinheiro
Que estou muito rica
Que não suporto mais o breque do pandeiro
E fico arrepiada ouvindo uma cuíca
Disseram que com as mãos
Estou preocupada
E corre por aí
Que eu sei certo zum-zum
Que já não tenho molho, ritmo, nem nada
E dos balangandans já nem existe mais nenhum
Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno?
Eu posso lá ficar americanizada?
Eu que nasci com o samba e vivo no sereno
Topando a noite inteira a velha batucada
Nas rodas de malandro minhas preferidas
Eu digo mesmo eu te amo, e nunca I love you
Enquanto houver Brasil
Na hora das comidas
Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu!”
(Luís Peixoto e Vicente Paiva)
A letra foi elaborada para a interpretação de Carmen Miranda, que a gravou em 1940, e responde a acusações da mídia e de setores da sociedade de que, como símbolo da cultura nacional, a cantora estaria se “americanizando”. Essa polêmica faz parte de um contexto histórico maior, ocorrido durante a chamada “política da boa vizinhança” da ditadura de Getúlio Vargas, que consistia em/na:
Mesmo com a instalação da quarta emissora no Rio de Janeiro, a Rádio Educadora, em janeiro de 1927, a música popular ainda não desfrutava desse meio de comunicação para se tornar mais conhecida. Renato Murce, um dos maiores radialistas de todos os tempos, registrou, no seu livro Nos bastidores do rádio, que as emissoras veiculavam apenas “um certo tipo de cultura, com uma programação quase só da chamada música erudita, conferências maçantes e palestras destituídas de interesse”. E acrescentou: “Nada de música popular. Em samba, então, nem era bom falar”.
CABRAL, S. A MPB na Era do Rádio. São Paulo: Moderna, 1996.
A situação descrita no texto alterou-se durante o regime do Estado Novo, porque o meio de comunicação foi instrumentalizado para
Observe os trechos de músicas, referentes a dois momentos da música brasileira:
A. O que será de mim? (Ismael Silva,1931) Se eu precisar algum dia De ir pro batente Não sei o que será Pois vivo na malandragem E vida melhor não há (...) Deixa quem quiser falar O trabalho não é bom Ninguém pode duvidar Oi, trabalhar só obrigado Por gosto ninguém vai lá
B. O bonde São Januário (versão alterada/ Ataulfo Alves/Wilson Batista, 1941) Quem trabalha é que tem razão Eu digo e não tenho medo de errar O bonde São Januário Leva mais um operário Sou eu que vou trabalhar Antigamente eu não tinha juízo Mas resolvi garantir meu futuro Vejam vocês: Sou feliz, vivo muito bem A boemia não dá camisa a ninguém(...)
Os trechos das músicas A e B retratam diferentes visões sobre o trabalho, expressadas em dois clássicos do samba.
Observe as seguintes afirmativas referentes à mudança na visão sobre o trabalho, no intervalo de tempo que separa as duas composições.
I. nos dois documentos, retrata o processo de amadurecimento da classe trabalhadora brasileira com relação à importância do trabalho.
II. nos dois documentos, exemplifica os efeitos da política cultural do primeiro governo Vargas, reforçada com a criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), sendo parte do ideário do Estado Novo.
III. nos dois documentos representa a crítica à Revolução Industrial e à exploração da classe trabalhadora, feitas pela ideologia socialista, que ocorria em todo o mundo e tinha desdobramentos no Brasil dos anos 30/40.
Está (ão) correta (s) a (s) afirmativa (s):
O ano de 2016 completa o centenário da canção Pelo telefone, de Ernesto dos Santos, o Donga (1889/1974-RJ) e Maurício de Almeida (mais conhecido como Peru dos Pés Frios).
Parece que a motivação central da composição foi uma crítica bem-humorada ao chefe da polícia carioca que combatia os jogos de azar na cidade: por isso a letra original dizia O chefe da polícia/Pelo telefone/ Mandou avisar/ Quena Carioca/ Tem uma roleta/ Para se jogar. Porém, ao registrar a letra, Donga subtraiu a crítica à polícia e mudou para O chefe da folia. Esse autêntico quebra-cabeça melódico e poético teria sido organizado e recomposto pelo jornalista e carnavalesco Maurício de Almeida, o Peru dos Pés Frios, que ganhou coautoria da composição. Além disso, o refrão da canção também foi tomado de conhecida canção folclórica (Olha a rolinha/Sinhô, sinhô/Se embaraçou/Sinhô, sinhô …).
(José Geraldo Vinci de Moraes. O centenário de Pelo telefone. Em: http://jornal.usp.br/artigos/o-centenario-de-pelo-telefone/. 27.08.2016. Acessado em 08.09.2017. Adaptado)
É correto inferir que a canção Pelo telefone
Atente ao seguinte trecho da música O Bonde de São Januário, do compositor Wilson Batista:
[...] Quem trabalha é quem tem razão
Eu digo e não tenho medo de errar
O Bonde de São Januário leva mais um operário
Sou eu que vou trabalhar [...]
O samba O Bonde de São Januário, escrito em 1940, teve uma versão anterior na qual o autor versa da seguinte forma: “[...] O bonde de São Januário leva mais um sócio otário / só eu não vou trabalhar
[...]”.
Esse caso notório de readequação da letra de uma música aos ditames políticos de uma época
configura
Aquarela do Brasil, Ary Barroso, ano de 1939.
“Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro*
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil! Brasil!
Pra mim... pra mim...”
*Inzoneiro: esperto, manhoso.
In: GOMES, Ângela de Castro. (Coord.). História do Brasil Nação (1808-2010): Olhando para dentro (1930-1964). Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 2013, p. 23. v. 4.
Durante o Estado Novo, foi desenvolvido um projeto cultural, voltado para o
AVENIDA BRASIL - TUDO PASSA, QUEM NÃO VIU? (1994)
De lá pra cá, daqui pra lá
Eu vou
Com meu amor, vou viajando
Nessa Avenida
Pela faixa seletiva
No sufoco dessa vida
Tudo passa, quem não viu?
Uma confusão de coisas
Assim é a Avenida Brasil
Linha Vermelha vem cortando a Maré
É a bailarina da cidade
Ziguezagueando eu vou
Outra vez com a Mocidade
Do importado à carroça
O contraste social
Nesse rio de asfalto
O dinheiro fala alto
É a filosofia nacional
Sou passageiro da alegria
O meu destino é o prazer
Passo por ela todo dia
E hoje ela passa por você
(...)
DIOGO DA VIOLA, JEFINHO e JORGE GANNEM
galeriadosamba.com.br
Analisar o território da Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, é analisar uma cidade de contrastes e seus caminhos, os sentidos de sua ocupação. Desde sua inauguração, na década de 1940, houve momentos de aceleração e inércia, tal como acontece no percurso das pessoas que por ali transitam de trem, de ônibus, de van, de mototáxi, automóveis ou, até mesmo, carroças.
Cumprindo o papel estratégico para o qual foi traçada, a Avenida facilitou o tráfego rumo ao “centro da cidade”, ou para “fora” dela, para os subúrbios, para outras cidades do Grande Rio, ou para outros destinos. Assim, funcionou como importante eixo impulsionador da ocupação da área por indústrias, estabelecimentos e negócios urbanos nos anos 1940/1950.
Adaptado de TORRES, Pedro. “Avenida Brasil − tudo passa, quem não viu?”: formação e ocupação do subúrbio rodoviário no Rio de Janeiro (1930-1960). Revista Brasileira de Estudos Urbanos Regionais, São Paulo, 2018.
Tanto o samba-enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel quanto o trecho do artigo acadêmico registram algumas mudanças ocorridas no território da Avenida Brasil ao longo dos anos. Tais mudanças se relacionam com o processo de urbanização da então capital da
República.
Um objetivo e um impacto socioeconômico associados à construção e à expansão da Avenida Brasil, nos anos 1940 e 1950, estão indicados, respectivamente, em:
Ó sublime pergaminho
Libertação geral
A princesa chorou ao receber
A rosa de ouro papal
Uma chuva de flores cobriu o salão
E o negro jornalista
De joelhos beijou a sua mão
Uma voz na varanda do paço ecoou:
“Meu Deus, meu Deus
Está extinta a escravidão”
MELODIA, Z.; RUSSO, N.; MADRUGADA, C. Sublime Pergaminho.
Disponível em http:// www.letras.terra.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010.
O samba-enredo de 1968 reflete e reforça uma concepção acerca do fim da escravidão ainda viva em nossa memória, mas que não encontra respaldo nos estudos históricos mais recentes. Nessa concepção ultrapassada, a abolição é apresentada como
Povoando dramaticamente esta paisagem e esta realidade social e econômica, vagando entre o sonho e o desespero existem 4.800.000 famílias de rurais sem terras. A terra está ali, diante dos olhos e dos braços, uma imensa metade de um país imenso, mas aquela gente (quantas pessoas ao todo? 15 milhões? mais ainda?) não pode lá entrar para trabalhar, para viver com a dignidade simples que só o trabalho pode conferir, porque os voracíssimos descendentes daqueles homens que haviam dito: "Esta terra é minha" (...) rodearam a terra de leis que os protegem (...).
(SARAMAGO, José. In: MORISSAWA, Mitsue. "A História da luta pela terra e o MST". São Paulo: Expressão Popular, 2001.)
OS SERTÕES
Foi no século passado
No interior da Bahia
Um homem revoltado com a sorte
Do mundo em que vivia
Ocultou-se no sertão
Espalhando a rebeldia
(...)
Defendendo Canudos
Naquela guerra fatal.
Edeor de Paulo, samba-enredo da escola de samba "Em Cima da Hora", 1976
Os dois textos acima têm como principais elementos geradores das problemáticas apontadas os processos de:
Analise as indicações abaixo:
I - Censura e controle
“O samba O Bonde de São Januário, de autoria de Wilson Batista composta em 1940 e interpretado por Ataúfo Alves, foi censurado pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda). Esse órgão, criado pelo governo de Getúlio Vargas durante o Estado Novo, exercia de forma severa a censura sobre os jornais, as revistas, o teatro, o cinema, a literatura, o rádio e as demais manifestações culturais. A letra original dizia: “O bonde de São Januário/leva mais um sócio otário/só eu não vou trabalhar”.”
Fonte: http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/debaser/singlefile.php?id=23459
O Bonde de São Januário
Quem trabalha é quem tem razão
Eu digo e não tenho medo de errar
O Bonde de São Januário leva mais um operário
Sou eu que vou trabalhar
Antigamente eu não tinha juízo
Mas hoje eu penso melhor no futuro
Graças a Deus sou feliz vivo muito bem
A boemia não dá camisa a ninguém
Passe bem!
Composição: Wilson Batista
II - Expectativa de apoio estatal nas disputas de terra
“Deste Norte do Paraná, que já parecera o eldorado para milhares de brasileiros que para lá se deslocavam, chega a carta de José Arruda de Oliveira. A carta não serve apenas para pedir, mas também contar sua vida: “Trabalhei na Bahia em cinquenta e cinco tarefas de cacau, mas só recebi mil cruzeiros por pé. Tenho sofrido muito na unha dos tubarões. Eu não queria trabalhar mais para os tubarões”. Tubarão, na linguagem da época, era o explorador que não plantava, mas colhia o resultado de seu plantio. Arruda continuava: “Formei quatro alqueire de café, e tenho uma posse. Mas agora homem da companhia agrícola de Catanduva diz que a terra é deles. Eu agaranto que é mata do Estado”. Ser mata do Estado abria para Arruda a esperança de que pudesse ficar em paz: “eu assisti o seu comício em Londrina e fiquei muito satisfeito. Eu queria muito conversar com o senhor pra contar o que acontece aqui no Paraná.”.”
RIBEIRO, Vanderlei V. Cartas da roça ao presidente: os camponeses ante Vargas e Perón. Revista de História Comparada, Rio de Janeiro, v. 1, n. 2, p. 9, 2007.
Após analisarmos tais considerações frente ao que se denominou "Era Vargas", podemos indicar como INCORRETA a seguinte alternativa:
Leia a letra da música e o texto a seguir.
Disseram que eu voltei americanizada
(Vicente Paiva/Luiz Peixoto/Carmen Miranda)
E disseram que eu voltei americanizada
Com o “burro” do dinheiro, que estou muito rica
Que não suporto mais o breque de um pandeiro
E fico arrepiada ouvindo uma cuíca
Disseram que com as mãos estou preocupada
E corre por aí que houve um certo zum-zum
Que já não tenho molho, ritmo, nem nada
E dos balangandãs já nem existe mais nenhum
Mas pra cima de mim, pra que tanto veneno?
Eu posso lá ficar americanizada?
Eu que nasci com samba e vivo no sereno
Topando a noite inteira a velha batucada
Nas rodas de malandro, minhas preferidas
Eu digo é mesmo “eu te amo” e nunca “I love you”
Enquanto houver Brasil... na hora das comidas
Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu!
(PEIXOTO, L.; PAIVA, V. Disseram que eu voltei americanizada. Intérprete: Carmen Miranda. Rio de Janeiro: Odeon records, 1940.)
Em setembro de 1940, Carmen Miranda gravou esse samba, Disseram que eu voltei americanizada, como crítica à fria recepção que teve no Brasil ao retornar de férias. Ela vivia então nos Estados Unidos, onde lotava clubes e teatros e iniciava a carreira de atriz. Logo após sua chegada, Carmen apresentou-se no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, mas a plateia mostrou-se desconfiada e incomodada com a artista “americanizada”. Nas primeiras fileiras para ver o espetáculo, estavam presentes todo o Estado-maior (ministros da guerra / exército / justiça / trabalho / educação / marinha / interventores / chefia de polícia e outros) do Estado Novo, além de empresários e industriais brasileiros, muitos com sobrenomes bem conhecidos, e que, a exemplo da elite de outros países, estavam fazendo negócios com a Alemanha do Führer [Hitler] e se identificando com sua postura anticomunista e antijudaica.
(CASTRO, R. Carmen, uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 250.)
Com base na letra da música, no texto e nos conhecimentos sobre o Estado Novo, responda aos itens a seguir.
a) Explique o posicionamento político e militar do Governo Vargas em relação aos governos alemão e americano durante a Segunda Guerra Mundial.
b) Explique a ideia de identidade nacional promovida pelo governo de Getúlio Vargas.