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Capítulo
8 — O negócio é a diversidade: os anos 70 e a consolidação da indústria fonográfica no Brasil
Nível
Ensino Médio
Ano sugerido
2ª série do Ensino Médio
Disciplina
História
Com
Geografia
Tempo sugerido
2 aulas de 50 minutos
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Tema geral

A contracultura brasileira e a recusa da cidade: comunidades, estrada e o rock feito com instrumentos do sertão.

Problema norteadorSair da cidade é crítica ou é fuga?

Habilidades

EM13CHS205 Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.

EM13CHS502 Analisar situações da vida cotidiana (estilos de vida, valores, condutas etc.), desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade e preconceito, e propor ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às escolhas individuais.

No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H10 — Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica; H26 — Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem.

Para treinar: questão 9 da lista do capítulo 8, questão 13 da lista do capítulo 8.

Objetivos

  • Analisar e relacionar a canção e os demais documentos da aula como fontes históricas, para responder à pergunta norteadora: Sair da cidade é crítica ou é fuga?
  • Compreender contracultura e a crítica à sociedade tecnocrática.
  • Compreender modernização autoritária e a derrota política de 1964 a 1968.
  • Compreender comunidades alternativas e vida coletiva.
  • Avaliar o percurso da aula no produto final: um manifesto de uma página escrito por cada grupo, no formato dos manifestos da época, defendendo ou recusando a saída da cidade — com uma nota de rodapé obrigatória dizendo quem, na sociedade atual, não teria como seguir aquele manifesto.

O movimento é fácil de ridicularizar e difícil de entender, e a aula existe para inverter isso: recusar a cidade era recusar um projeto de país, o da modernização autoritária.

Há uma sonoridade que prova a tese — bandas de rock tocando com instrumentos do interior, o que junta as músicas do sertão e a tropicália numa gravação só.

E a pergunta é atual: hoje se chama de outra coisa, mas a saída da cidade grande continua sendo proposta como solução individual para um problema coletivo.

Conteúdos envolvidos

  • Contracultura e a crítica à sociedade tecnocrática.
  • Modernização autoritária e a derrota política de 1964 a 1968.
  • Comunidades alternativas e vida coletiva.
  • Rock com instrumentos rurais: a mistura como argumento.
  • Êxodo rural e o movimento inverso, minoritário e voluntário.

Desenvolvimento

1
Escuta sem contexto · 10 min Escuta

Que instrumentos a turma reconhece na gravação, e de onde cada um parece vir?

2
As duas fontes · 10 min Escuta

Uma gravação de música do interior e uma de rock estrangeiro, ouvidas isoladas.

3
Do que falam essas canções · 10 min Leitura

Estrada, saída de casa, gente que desaprendeu a conversar.

4
O contexto · 10 min Exposição

O que havia acontecido no país entre 1964 e 1972, e por que a cidade passou a ser recusada.

5
Sociedade tecnocrática · 10 min Leitura

Leitura de trecho curto sobre o conceito.

6
Debate com posições sorteadas · 20 min Debate

Sobre a pergunta norteadora.

7
Ponte com o presente · 20 min Debate

Quem hoje propõe sair da cidade, e para quem essa saída é possível.

Materiais

Primeira Canção da Estrada
Sá, Rodrix & Guarabyra · 1972 · 1972

Rock tocado com instrumentos que remetem ao sertão, e a estrada como programa de vida.

Ouvir
Chico Mineiro
Tonico e Tinoco

Uma das fontes, ouvida isolada.

Ouvir
Come Together
The Beatles · Abbey Road · 1969 · Remasterização de 2009 da gravação de 1969

A outra fonte, ouvida isolada.

Ouvir
  • Fotografias de comunidades alternativas do período
  • Textos sobre tecnocracia e contracultura

Bibliografia

  • BRUZADELLI, Victor Creti; SOUSA, Rainer Gonçalves. História da Música Popular Brasileira para Vestibulares e ENEM. 2. ed. Goiânia: Kelps, 2026.

Avaliação e produção dos alunos

Um manifesto de uma página escrito por cada grupo, no formato dos manifestos da época, defendendo ou recusando a saída da cidade — com uma nota de rodapé obrigatória dizendo quem, na sociedade atual, não teria como seguir aquele manifesto.

Critérios

  • Uso da canção como fonte, e não como ilustração: a afirmação histórica se apoia no que se ouve.
  • Correção e datação do contexto histórico mobilizado.
  • Clareza do argumento e distinção entre o que a fonte prova e o que apenas sugere.