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A geração que chegou depois

Capítulo
8 — O negócio é a diversidade: os anos 70 e a consolidação da indústria fonográfica no Brasil
Nível
Ensino Médio
Ano sugerido
3ª série do Ensino Médio
Disciplina
História
Com
Língua Portuguesa
Tempo sugerido
2 aulas de 50 minutos
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Tema geral

A canção dos migrantes nordestinos que chegaram ao Sudeste nos anos 1970, e o sentimento de ter chegado tarde demais.

Problema norteadorO que faz uma geração se sentir derrotada?

Habilidades

EM13CHS201 Analisar e caracterizar as dinâmicas das populações, das mercadorias e do capital nos diversos continentes, com destaque para a mobilidade e a fixação de pessoas, grupos humanos e povos, em função de eventos naturais, políticos, econômicos, sociais e culturais.

EM13CHS404 Identificar e discutir os múltiplos aspectos do trabalho em diferentes circunstâncias e contextos históricos e/ou geográficos e seus efeitos sobre as gerações, em especial, os jovens e as gerações futuras, levando em consideração, na atualidade, as transformações técnicas, tecnológicas e informacionais.

No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H8 — Analisar a ação dos estados nacionais no que se refere à dinâmica dos fluxos populacionais e no enfrentamento de problemas de ordem econômico-social; H11 — Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.

Para treinar: questão 1 da lista do capítulo 8, questão 7 da lista do capítulo 8.

Objetivos

  • Analisar e relacionar a canção e os demais documentos da aula como fontes históricas, para responder à pergunta norteadora: O que faz uma geração se sentir derrotada?
  • Compreender migração nordestina para o Sudeste nos anos 1960 e 1970.
  • Compreender o milagre econômico e seu fim; a década de 1970 vista de baixo.
  • Compreender geração, memória e desencanto político.
  • Avaliar o percurso da aula no produto final: uma entrevista feita e transcrita pelo aluno com alguém de mais de sessenta anos, sobre o que essa pessoa esperava aos vinte e o que aconteceu — publicada junto com uma introdução que a situe historicamente.

Há uma diferença histórica precisa entre quem tinha vinte anos em 1964 e quem tinha vinte anos em 1974, e ela se ouve: a primeira geração cantava o que faria, a segunda canta o que não deu certo.

O aluno de terceira série está prestes a entrar nessa mesma conta, e a pergunta sobre herança geracional é dele.

E costura dois fios que a coleção já puxou: a migração nordestina e a derrota política, agora no mesmo corpo.

Conteúdos envolvidos

  • Migração nordestina para o Sudeste nos anos 1960 e 1970.
  • O milagre econômico e seu fim; a década de 1970 vista de baixo.
  • Geração, memória e desencanto político.
  • A canção como balanço de uma experiência coletiva.
  • Universidade, cidade grande e a promessa de ascensão.

Desenvolvimento

1
Duas gravações, dez anos de distância · 10 min Escuta

Uma do começo dos anos 1960 e uma de meados dos anos 1970, sem contexto. Quem parece acreditar que as coisas vão melhorar?

2
As datas · 10 min Exposição

E com elas, o que aconteceu no país entre uma e outra.

3
De onde veio quem canta · 15 min Pesquisa

A rota, a cidade de chegada, o que se esperava encontrar.

4
Os dados ao lado da canção · 10 min Leitura

Migração e emprego no período.

5
Língua Portuguesa assume · 10 min Leitura

Como se constrói, em texto, a sensação de balanço e de tarde demais.

6
A pergunta devolvida · 20 min Debate

Que geração é a da turma, e o que ela herdou de quem veio antes.

7
A entrevista · 25 min Produção artística

Feita e transcrita pelo aluno, com introdução que a situe.

Materiais

Alucinação
Belchior · meados dos anos 1970

O balanço de uma geração que chegou depois da derrota.

Ouvir
Boranda
Tamba Trio e Edu Lobo · 1962-1964 · Ao vivo no Teatro Paramount, São Paulo, 1965

O tom de quem ainda achava que ia mudar tudo.

Ouvir
  • Dados de migração e de emprego no período
  • Reportagens sobre a vida de migrantes nas capitais

Bibliografia

  • BRUZADELLI, Victor Creti; SOUSA, Rainer Gonçalves. História da Música Popular Brasileira para Vestibulares e ENEM. 2. ed. Goiânia: Kelps, 2026.

Avaliação e produção dos alunos

Uma entrevista feita e transcrita pelo aluno com alguém de mais de sessenta anos, sobre o que essa pessoa esperava aos vinte e o que aconteceu — publicada junto com uma introdução que a situe historicamente.

Critérios

  • Uso da canção como fonte, e não como ilustração: a afirmação histórica se apoia no que se ouve.
  • Correção e datação do contexto histórico mobilizado.
  • Clareza do argumento e distinção entre o que a fonte prova e o que apenas sugere.