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Um lugar pode ter som?

Capítulo
8 — O negócio é a diversidade: os anos 70 e a consolidação da indústria fonográfica no Brasil
Nível
Ensino Médio
Ano sugerido
1ª série do Ensino Médio
Disciplina
História
Com
Geografia, Arte
Tempo sugerido
2 aulas de 50 minutos
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Tema geral

A música feita em Minas nos anos 1970 por um grupo de amigos, e a relação entre paisagem, isolamento e sonoridade.

Problema norteadorO lugar onde alguém cresce aparece no som que essa pessoa faz?

Habilidades

EM13CHS104 Analisar objetos da cultura material e imaterial como suporte de conhecimentos, valores, crenças e práticas que singularizam diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.

EM13CHS205 Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.

EM13LGG602 Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade.

No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H5 — Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades; H26 — Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem.

Para treinar: questão 8 da lista do capítulo 8, questão 13 da lista do capítulo 8.

Objetivos

  • Analisar e relacionar a canção e os demais documentos da aula como fontes históricas, para responder à pergunta norteadora: O lugar onde alguém cresce aparece no som que essa pessoa faz?
  • Compreender minas nos anos 1970: mineração, cidades do interior, distância dos centros.
  • Compreender circuitos culturais fora do eixo Rio-São Paulo.
  • Compreender criação coletiva e amizade como método de trabalho.
  • Avaliar o percurso da aula no produto final: um retrato sonoro do lugar dos alunos: quatro gravações escolhidas por eles, feitas por artistas da região, com fichas explicando o que cada uma teria de local e o que seria puro acaso — mais um texto coletivo respondendo à pergunta norteadora.

É uma hipótese que o aluno adora e que precisa ser testada, não afirmada: montanha, distância e vida de esquina produzem mesmo um jeito de tocar, ou isso é história que se conta depois?

Geografia entra com o concreto — relevo, mineração, distância dos centros de gravação — e desmancha o romantismo sem matar a pergunta.

E dá o Brasil de fora do eixo: quase tudo que a coleção viu até aqui aconteceu entre Rio e São Paulo.

Conteúdos envolvidos

  • Minas nos anos 1970: mineração, cidades do interior, distância dos centros.
  • Circuitos culturais fora do eixo Rio-São Paulo.
  • Criação coletiva e amizade como método de trabalho.
  • Linguagem cifrada em tempos de censura.
  • Capa de disco e fotografia como documento.

Desenvolvimento

1
Três gravações do mesmo ano · 10 min Escuta

Uma mineira e duas de outros lugares, sem identificação. A turma tenta dizer qual é de onde, e por quê.

2
As hipóteses na lousa · 20 min Produção escrita

As respostas ficam registradas para serem testadas depois.

3
Geografia assume · 15 min Pesquisa

Onde ficam essas cidades, a que distância dos estúdios, como se viajava.

4
História assume · 10 min Exposição

Como esse grupo gravou, com quem, e por que demorou a ser ouvido.

5
Arte assume · 10 min Leitura

A capa do disco de 1972, quem está nela e o que ela não explica.

6
Volta às hipóteses · 20 min Debate

Quais se sustentaram diante do que se descobriu?

7
O retrato sonoro · 25 min Produção artística

A turma tenta descrever o som do lugar onde vive e monta o material.

Materiais

Clube da Esquina nº 2
Milton Nascimento · 1972

O objeto da hipótese que a aula testa.

Ouvir
Mas, Que Nada!
Jorge Ben · 1963

A gravação do Rio, para a comparação de sonoridade entre as duas cidades.

Ouvir
Ronda
Fagner

A outra ponta da comparação.

Ouvir
  • A capa do disco de 1972 e sua história
  • Mapas de relevo e dados de população e transporte de Minas no período
  • Fotografias das cidades de origem dos músicos

Bibliografia

  • BRUZADELLI, Victor Creti; SOUSA, Rainer Gonçalves. História da Música Popular Brasileira para Vestibulares e ENEM. 2. ed. Goiânia: Kelps, 2026.

Avaliação e produção dos alunos

Um retrato sonoro do lugar dos alunos: quatro gravações escolhidas por eles, feitas por artistas da região, com fichas explicando o que cada uma teria de local e o que seria puro acaso — mais um texto coletivo respondendo à pergunta norteadora.

Critérios

  • Uso da canção como fonte, e não como ilustração: a afirmação histórica se apoia no que se ouve.
  • Correção e datação do contexto histórico mobilizado.
  • Organização das fontes reunidas e clareza sobre o que cada uma comprova.
  • Clareza do argumento e distinção entre o que a fonte prova e o que apenas sugere.