A oposição comportamental à ditadura: cabelo, roupa, corpo e alegria como recusa, ao lado da oposição institucional e da luta armada.
Problema norteadorMudar o próprio jeito de viver é uma forma de resistir, ou é desistir de resistir?
EM13CHS103 Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de natureza qualitativa e quantitativa (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos, gráficos, mapas, tabelas etc.).
EM13CHS502 Analisar situações da vida cotidiana (estilos de vida, valores, condutas etc.), desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade e preconceito, e propor ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às escolhas individuais.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H10 — Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica; H13 — Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou rupturas em processos de disputa pelo poder.
Para treinar: questão 10 da lista do capítulo 7, questão 1 da lista do capítulo 7.
O aluno aprende resistência à ditadura em duas formas: o partido consentido e a guerrilha. Falta a terceira, que era enorme e que o regime perseguiu com afinco — o que se fazia com o corpo, o cabelo e a festa.
A pergunta é legítima e estava viva na época: os próprios companheiros de esquerda acusavam o desbunde de abandono. Reconstruir essa acusação com justiça é metade da aula.
A canção de 1968 escolhida diz as duas coisas ao mesmo tempo — que tudo é perigoso e que tudo é divino e maravilhoso. Não é contradição, é a descrição de como se vivia.
E prepara o AI-5 pelo efeito e não pela data: por que justamente esses artistas foram presos e mandados para fora.
Conteúdos envolvidos
Escuta de Divino, Maravilhoso sem contexto. A turma responde e justifica com o que ouviu, não com a letra.
Revelação do que estava acontecendo no país em 1968.
Escuta de uma canção de protesto do mesmo momento. Qual delas o regime temia mais, e por quê?
Institucional, armada e comportamental, em quadro. O que cada uma arriscava.
Leitura dos textos da época que chamavam o desbunde de alienação. A turma reconstrói o argumento com justiça.
Quem foi preso, quando, e sob qual justificativa.
A pergunta norteadora, com tudo na mesa.
Uma gravação que diz ao mesmo tempo que tudo é perigoso e que tudo é maravilhoso.
OuvirOutra maneira de falar do mesmo medo, para a comparação.
OuvirUm verbete de dicionário histórico para a palavra desbunde, de 300 palavras, com definição, contexto, exemplo, a crítica que a palavra recebia na época, e uma nota do autor sobre por que o termo é difícil de traduzir.
Critérios