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O que a batida do funk tem de mais antigo

Capítulo
11 — Funk carioca: do mundo pros morros, dos morros pro mundo
Nível
Ensino Fundamental
Ano sugerido
9º ano
Disciplina
História
Com
Arte
Tempo sugerido
2 aulas de 50 minutos
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Tema geral

O tamborzão, batida eletrônica dos anos 2000 que imita um tambor de mão, e a linha que liga a máquina à matriz africana.

Problema norteadorUma batida feita por computador pode ser antiga?

Habilidades

EF09HI04 Discutir a importância da participação da população negra na formação econômica, política e social do Brasil.

EF09HI36 Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência.

No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H3 — Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos; H5 — Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.

Para treinar: questão 10 da lista do capítulo 11, questão 4 da lista do capítulo 11.

Objetivos

  • Identificar e comparar a canção e os demais documentos da aula como fontes históricas, para responder à pergunta norteadora: Uma batida feita por computador pode ser antiga?
  • Compreender matrizes africanas na percussão brasileira e a permanência de desenhos rítmicos.
  • Compreender do baile que só tocava disco importado ao baile que tocava música própria.
  • Compreender tecnologia barata como condição de autoria: a bateria eletrônica no fim dos anos 1980.
  • Reconhecer o percurso da aula no produto final: uma faixa de dois minutos produzida pela turma com o que estiver à mão — palmas, mesa, celular, aplicativo gratuito —, construída sobre o desenho rítmico aprendido na primeira etapa, entregue com uma ficha que diga de onde veio cada camada.

É a aula mais fácil de provar e a mais difícil de acreditar: toca-se um tambor de mão, toca-se o tamborzão, e a turma ouve o mesmo desenho rítmico separado por séculos e por uma máquina no meio.

Desmonta de uma vez a ideia de que tecnologia apaga tradição. Aqui a tecnologia foi o meio pelo qual a tradição continuou.

E conta uma história concreta de acesso: no fim dos anos 1980 um antropólogo dá uma bateria eletrônica de presente a um DJ, e isso basta para que ele deixe de depender de discos dos outros e passe a compor. O primeiro disco do gênero sai em 1989.

O aluno de nono ano ouve funk todo dia e nunca ouviu isso a respeito dele.

Conteúdos envolvidos

  • Matrizes africanas na percussão brasileira e a permanência de desenhos rítmicos.
  • Do baile que só tocava disco importado ao baile que tocava música própria.
  • Tecnologia barata como condição de autoria: a bateria eletrônica no fim dos anos 1980.
  • O primeiro disco do gênero, em 1989, e a passagem do funk americano ao funk carioca.
  • Nome que fica e som que muda: por que continuou se chamando funk.

Desenvolvimento

1
O tambor sozinho · 10 min Escuta

Escuta da percussão de matriz africana. A turma bate na mesa o desenho que ouviu, até acertar.

2
O funk por cima · 10 min Escuta

Escuta de um funk dos anos 2000. A turma tenta bater o mesmo desenho — e descobre que encaixa.

3
Como a máquina entrou nisso · 20 min Debate

A pergunta é da turma, e fica no ar.

4
A história do presente · 10 min Exposição

O DJ, a bateria eletrônica, e o que muda quando alguém deixa de depender do disco dos outros.

5
O funk americano dos anos 1960 · 10 min Escuta

Escuta. Por que o nome ficou, se o som mudou tanto?

6
A linha do tempo · 15 min Pesquisa

Montada pela turma, do tambor à máquina, com as datas nos lugares certos.

7
A faixa da turma · 25 min Produção artística

Produção sobre o desenho rítmico aprendido na primeira etapa.

Materiais

Ilú Obá de Min
Ilú Obá de Min e Leci Brandão

O desenho rítmico que a turma vai aprender a bater.

Ouvir
Cerol na Mão
Bonde do Tigrão · anos 2000

A mesma figura rítmica, agora eletrônica.

Ouvir
I Got You (I Feel Good)
James Brown · anos 1960

De onde veio o nome, ainda que não tenha vindo o som.

Ouvir
  • Imagens da bateria eletrônica usada no fim dos anos 1980 e da capa do disco de 1989

Bibliografia

  • BRUZADELLI, Victor Creti; SOUSA, Rainer Gonçalves. História da Música Popular Brasileira para Vestibulares e ENEM. 2. ed. Goiânia: Kelps, 2026.

Avaliação e produção dos alunos

Uma faixa de dois minutos produzida pela turma com o que estiver à mão — palmas, mesa, celular, aplicativo gratuito —, construída sobre o desenho rítmico aprendido na primeira etapa, entregue com uma ficha que diga de onde veio cada camada.

Critérios

  • Uso da canção como fonte, e não como ilustração: a afirmação histórica se apoia no que se ouve.
  • Correção e datação do contexto histórico mobilizado.
  • Coerência entre a decisão visual e o argumento histórico, explicada no memorial.
  • Organização das fontes reunidas e clareza sobre o que cada uma comprova.