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Existe música que não é para você cantar?

Capítulo
10 — Rap e Manguebeat: a periferia invade o mercado
Nível
Ensino Médio
Ano sugerido
2ª série do Ensino Médio
Disciplina
História
Com
Sociologia
Tempo sugerido
2 aulas de 50 minutos
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Tema geral

Rappers que passaram a cantar samba, bolero e MPB, e a acusação de que isso seria concessão ao mercado ou traição de origem.

Problema norteadorExiste música que uma pessoa não pode cantar por causa de onde ela veio?

Habilidades

EM13CHS502 Analisar situações da vida cotidiana (estilos de vida, valores, condutas etc.), desnaturalizando e problematizando formas de desigualdade e preconceito, e propor ações que promovam os Direitos Humanos, a solidariedade e o respeito às diferenças e às escolhas individuais.

EM13CHS601 Relacionar as demandas políticas, sociais e culturais de indígenas e afrodescendentes no Brasil contemporâneo aos processos históricos das Américas e ao contexto de exclusão e inclusão precária desses grupos na ordem social e econômica atual.

No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H4 — Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura; H25 — Identificar estratégias que promovam formas de inclusão social.

Para treinar: questão 16 da lista do capítulo 10, questão 9 da lista do capítulo 10.

Objetivos

  • Analisar e relacionar a canção e os demais documentos da aula como fontes históricas, para responder à pergunta norteadora: Existe música que uma pessoa não pode cantar por causa de onde ela veio?
  • Compreender gosto, prestígio e classe: quem define o que é música elevada.
  • Compreender trajetória social e repertório artístico.
  • Compreender rap contemporâneo e a pauta identitária: raça, gênero e sexualidade.
  • Avaliar o percurso da aula no produto final: um texto de opinião de trinta linhas para publicação escolar, respondendo à pergunta norteadora, com a regra de citar pelo menos um caso histórico anterior estudado na coleção e um argumento contrário reconstruído com justiça antes de ser respondido.

A acusação existe dos dois lados e é sempre a mesma: quem vem da periferia não deveria querer o gênero de prestígio, e quem vem do prestígio não deveria mexer no gênero popular. A aula desmonta as duas.

É a terceira vez que a coleção encontra essa discussão — com o samba no Estado Novo, com a guitarra em 1967, com o brega nos anos 70 — e agora ela aparece com os papéis invertidos.

Permite falar de identidade sem essencialismo: origem explica trajetória, não determina repertório.

E inclui a pauta mais recente do gênero, com artistas que fazem de raça, gênero e sexualidade o centro do que cantam.

Conteúdos envolvidos

  • Gosto, prestígio e classe: quem define o que é música elevada.
  • Trajetória social e repertório artístico.
  • Rap contemporâneo e a pauta identitária: raça, gênero e sexualidade.
  • Acusação de comercialismo como instrumento de controle sobre artistas.
  • Circulação e público: o que se ganha e o que se perde ao mudar de gênero.

Desenvolvimento

1
Duas gravações do mesmo artista · 10 min Escuta

Sem dizer que são do mesmo. A turma descreve cada uma e supõe quem canta.

2
A revelação · 20 min Produção escrita

A primeira reação da turma é registrada por escrito, sem edição.

3
As críticas da época · 10 min Leitura

Lidas dos dois lados, com autoria e contexto.

4
A pergunta norteadora · 20 min Debate

Posta, com as posições se organizando.

5
O paralelo histórico · 10 min Exposição

As três vezes anteriores em que a coleção viu a mesma acusação, e quem a fazia em cada uma.

6
Falar de si limita ou amplia? · 10 min Escuta

Escuta de artistas cuja obra é abertamente identitária, e a pergunta seguinte.

Materiais

Demorô
Criolo

O ponto de partida da comparação.

Ouvir
Freguês da Meia-Noite
Criolo

O mesmo artista em samba, bolero ou MPB, para a turma tentar reconhecê-lo.

Ouvir
Elevação Mental
Triz · Elevação Mental · 2017

Raça, gênero e sexualidade como centro do que se canta.

Ouvir
  • Textos de crítica da época sobre a mudança, dos dois lados
  • Dados de público antes e depois da virada

Bibliografia

  • BRUZADELLI, Victor Creti; SOUSA, Rainer Gonçalves. História da Música Popular Brasileira para Vestibulares e ENEM. 2. ed. Goiânia: Kelps, 2026.

Avaliação e produção dos alunos

Um texto de opinião de trinta linhas para publicação escolar, respondendo à pergunta norteadora, com a regra de citar pelo menos um caso histórico anterior estudado na coleção e um argumento contrário reconstruído com justiça antes de ser respondido.

Critérios

  • Uso da canção como fonte, e não como ilustração: a afirmação histórica se apoia no que se ouve.
  • Correção e datação do contexto histórico mobilizado.
  • Clareza do argumento e distinção entre o que a fonte prova e o que apenas sugere.