O manifesto publicado em Recife em 1992 e a imagem que ele inventou para uma cidade em crise.
Problema norteadorUma cidade pobre pode inventar o futuro em vez de esperar por ele?
EM13CHS103 Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos, com base na sistematização de dados e informações de natureza qualitativa e quantitativa (expressões artísticas, textos filosóficos e sociológicos, documentos históricos, gráficos, mapas, tabelas etc.).
EM13CHS205 Analisar a produção de diferentes territorialidades em suas dimensões culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais, no Brasil e no mundo contemporâneo, com destaque para as culturas juvenis.
EM13LGG304 Mapear e criar, por meio de práticas de linguagem, possibilidades de atuação social, política, artística e cultural para enfrentar desafios contemporâneos, discutindo seus princípios e objetivos de maneira crítica, criativa, solidária e ética.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H10 — Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica; H26 — Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem.
Para treinar: questão 4 da lista do capítulo 10, questão 16 da lista do capítulo 10.
O manifesto é um documento curto, datado, publicado em jornal e disponível — o aluno lê a fonte inteira, o que quase nunca acontece na aula de História.
A imagem central é de uma clareza rara: uma antena parabólica fincada na lama do mangue. Não é tradição contra modernidade, é as duas coisas ao mesmo tempo, e o texto diz isso explicitamente.
Geografia entra pelo que o mangue é de verdade — ecossistema de transição, nem terra nem mar, altamente produtivo e tratado como terreno baldio. A metáfora só funciona se a turma souber biologia e cidade.
E tem um dado que espanta: quatro anos depois do manifesto, aquele grupo colocou no ar a primeira rádio pela internet da América Latina, de Recife. Periferia como lugar de invenção técnica, não só de carência.
Conteúdos envolvidos
A antena na lama, projetada sem legenda. A turma escreve o que ela significaria.
O que é um mangue, por que ele é produtivo, e por que a cidade o trata como fundo de quintal.
Em voz alta, dividido entre os alunos.
Identificar, numa gravação do grupo, o que vem do lugar e o que vem de fora.
Não é o velho mais o novo. A turma tenta formular o que é, então.
Ao lado do manifesto. Do que exatamente ele estava falando?
A rádio pela internet de 1996, feita dali.
Sobre a própria cidade, em cartaz e em áudio.
Para separar o que vem do lugar e o que vem de fora, com o manifesto na mão.
OuvirUm manifesto da turma sobre a própria cidade, publicado em cartaz e em áudio, com uma imagem-síntese inventada por eles e um parágrafo explicando por que aquela imagem, e não outra.
Critérios