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A batalha embaixo do viaduto

Capítulo
10 — Rap e Manguebeat: a periferia invade o mercado
Nível
Ensino Fundamental
Ano sugerido
9º ano
Disciplina
História
Com
Geografia
Tempo sugerido
2 aulas de 50 minutos
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Tema geral

As batalhas de rima que ocupam um viaduto no centro de Belo Horizonte desde 2007, e o espaço público como lugar de criação.

Problema norteadorDe quem é o espaço público de uma cidade?

Habilidades

EF09HI25 Relacionar as transformações da sociedade brasileira aos protagonismos da sociedade civil após 1989.

EF09HI36 Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência.

No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H10 — Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica; H25 — Identificar estratégias que promovam formas de inclusão social.

Para treinar: questão 4 da lista do capítulo 10, questão 16 da lista do capítulo 10.

Objetivos

  • Identificar e comparar a canção e os demais documentos da aula como fontes históricas, para responder à pergunta norteadora: De quem é o espaço público de uma cidade?
  • Compreender espaço público urbano: uso, disputa e regulamentação.
  • Compreender coletivos culturais e cultura de rua no Brasil dos anos 2000.
  • Compreender improviso com regra: métrica, rima e tempo.
  • Reconhecer o percurso da aula no produto final: um mapa dos lugares de encontro da juventude no bairro ou na cidade dos alunos, feito por eles, com fotografia e ficha de cada um, apontando quais foram construídos pelo poder público e quais foram inventados por quem usa.

É o conteúdo mais próximo da vida do aluno em toda a coleção, e mesmo assim ele quase nunca aparece como história: um coletivo de jovens transformou um vão embaixo de um viaduto em equipamento cultural, sem prédio, sem verba e sem permissão inicial.

Ensina que espaço urbano é disputado, e que ocupação é uma forma de política — o mesmo raciocínio que a turma usará para praças, quadras e esquinas do próprio bairro.

A rima improvisada é um exercício de pensamento rápido com regras rígidas, e reconhecer isso desmonta a ideia de que aquilo é falta de estudo.

E dá o Brasil descentralizado: o rap deixou de ser assunto de São Paulo.

Conteúdos envolvidos

  • Espaço público urbano: uso, disputa e regulamentação.
  • Coletivos culturais e cultura de rua no Brasil dos anos 2000.
  • Improviso com regra: métrica, rima e tempo.
  • Juventude periférica, lazer e a cidade que não oferece equipamento.
  • Descentralização da produção musical brasileira.

Desenvolvimento

1
Assistir a uma batalha curta · 10 min Escuta

Sem explicação. A turma anota as regras que consegue deduzir só de olhar e ouvir.

2
As regras deduzidas · 20 min Debate

Vão para a lousa e são comparadas com as regras reais.

3
O lugar · 10 min Exposição

Por que embaixo de um viaduto, e o que havia ali antes.

4
A história do coletivo · 10 min Exposição

Quem organizou, desde 2007, e o que precisou negociar com a cidade.

5
Geografia assume · 15 min Pesquisa

Onde estão os equipamentos culturais da cidade dos alunos, e onde não estão.

6
A batalha da turma · 25 min Produção artística

Com regras combinadas por ela, sobre um tema de História estudado no bimestre.

Materiais

Duelo de MCs no Viaduto Santa Tereza
MCs de Belo Horizonte · 2007 em diante · Registros em vídeo das batalhas

O improviso com regra, ouvido antes de ser explicado.

Ouvir

Bibliografia

  • BRUZADELLI, Victor Creti; SOUSA, Rainer Gonçalves. História da Música Popular Brasileira para Vestibulares e ENEM. 2. ed. Goiânia: Kelps, 2026.

Avaliação e produção dos alunos

Um mapa dos lugares de encontro da juventude no bairro ou na cidade dos alunos, feito por eles, com fotografia e ficha de cada um, apontando quais foram construídos pelo poder público e quais foram inventados por quem usa.

Critérios

  • Uso da canção como fonte, e não como ilustração: a afirmação histórica se apoia no que se ouve.
  • Correção e datação do contexto histórico mobilizado.
  • Organização das fontes reunidas e clareza sobre o que cada uma comprova.