Duas canções sobre a periferia: uma escrita por quem olha de fora, outra narrada por quem mora ali.
Problema norteadorQuem conta a história de um lugar: quem mora nele ou quem passa por ele?
EF09HI25 Relacionar as transformações da sociedade brasileira aos protagonismos da sociedade civil após 1989.
EF09HI26 Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros, indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres etc.) com vistas à tomada de consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H1 — Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura; H4 — Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.
Para treinar: questão 16 da lista do capítulo 10, questão 4 da lista do capítulo 10.
É a virada mais importante da história da canção brasileira e o aluno consegue percebê-la sozinho, na comparação de duas gravações. Até o fim do século XX, os pobres eram assunto de canções feitas por quem não era pobre. O rap inverte quem segura o microfone.
A diferença não é de tema, é de posição: uma canção descreve alguém de longe e com pena; a outra narra de dentro, sem pedir licença e sem pedir compaixão.
E ensina a desconfiar da boa intenção como critério: querer o bem de alguém não é o mesmo que dar a essa pessoa o direito de falar.
Amarra a coleção inteira, porque a turma já ouviu, em capítulos anteriores, várias canções feitas sobre gente pobre por gente que não era.
Conteúdos envolvidos
Uma pergunta por canção: quem está falando, e essa pessoa mora no lugar de que fala?
Com a justificativa de cada uma.
Entram e confirmam ou desmentem a turma.
A turma aponta trechos concretos das duas gravações.
As festas de rua, os discos arranhados, os bailes brasileiros.
A primeira canção é ruim, ou é apenas outra coisa? A resposta não pode ser simples.
Escrita individual, sem explicar o lugar para quem é de fora.
O olhar de fora, com pena, que dominou a canção brasileira.
OuvirO mesmo assunto narrado de dentro, sem pedir licença.
OuvirUma narrativa curta, escrita em primeira pessoa por cada aluno, sobre um lugar que ele conhece de dentro — rua, quadra, escola, trabalho —, com uma regra: nada de explicar o lugar para quem é de fora.
Critérios