Por que as gravadoras apostaram em bandas de rock nos anos 1980, e o que uma decisão de custo faz com a estética de uma década.
Problema norteadorA cara de uma época pode ser decidida por uma planilha de custos?
EM13CHS303 Debater e avaliar o papel da indústria cultural e das culturas de massa no estímulo ao consumismo, seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas a uma percepção crítica das necessidades criadas pelo consumo.
EM13CHS403 Caracterizar e analisar processos próprios da contemporaneidade, com ênfase nas transformações tecnológicas e das relações sociais e de trabalho, para propor ações que visem à superação de situações de opressão e violação dos Direitos Humanos.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H16 — Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social; H21 — Identificar o papel dos meios de comunicação na construção da vida social.
Para treinar: questão 16 da lista do capítulo 9, questão 2 da lista do capítulo 9.
O argumento é simples e desconcertante: num país em crise, um artista consagrado exigia arranjador, muitas horas de estúdio e músicos contratados; uma banda de rock chegava com três ou quatro pessoas que compunham as próprias canções. Era mais barato, e por isso houve mais.
Isso não diminui os artistas — e a aula precisa deixar isso claro —, mas explica por que aquele som e não outro dominou o rádio.
Retoma a pergunta do primeiro capítulo com o caso mais fácil de verificar, porque as fichas técnicas existem e estão impressas nas capas.
E é imediatamente transportável para hoje: o que hoje é barato de produzir, e o que isso está fazendo com o que se ouve.
Conteúdos envolvidos
Escuta das quatro gravações. Para cada uma, a turma estima quantas pessoas foram precisas para produzi-la.
Confirmam ou desmentem as estimativas: três, quatro, sete, e um número que a turma vai ter de contar nos créditos.
Quanto custaria cada uma, em horas de estúdio e em número de contratados.
Apresentada como problema: você tem pouco dinheiro e precisa lançar dez discos por ano. Em que aposta?
E o que a imprensa da época escreveu sobre isso.
Barato de gravar não quer dizer pobre de resultado. Onde essa confusão costuma aparecer?
O que é barato de produzir agora, e o que domina por isso.
Trio, e os três assinam a composição. O mínimo possível de gente numa gravação.
OuvirQuarteto com repertório próprio: o degrau seguinte na conta.
OuvirSete integrantes, todos compondo — mesma lógica de banda, mais que o dobro de gente.
OuvirArranjo denso de piano e cordas, arranjador como coautor, e nenhum dos músicos pertencendo a um grupo fixo. O extremo oposto do primeiro caso.
OuvirUm plano de investimento de gravadora, feito em grupo, para um ano da década de 1980: quatro artistas escolhidos, orçamento estimado para cada um, justificativa da aposta — e, no fim, uma avaliação escrita do que esse plano faria com a música que o país ouviria.
Critérios