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Dois jovens, uma cidade, dois mundos

Capítulo
9 — Brock: juventude, revolta e prazer
Nível
Ensino Fundamental
Ano sugerido
9º ano
Disciplina
História
Com
Geografia
Tempo sugerido
2 aulas de 50 minutos
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Tema geral

Uma canção de 1986 sobre um casal que quase não se encontra, lida como mapa de uma cidade planejada e desigual.

Problema norteadorPor que duas pessoas da mesma cidade podem viver em mundos diferentes?

Habilidades

EF09HI05 Identificar os processos de urbanização e modernização da sociedade brasileira e avaliar suas contradições e impactos na região em que vive.

EF09HI22 Discutir o papel da mobilização da sociedade brasileira do final do período ditatorial até a Constituição de 1988.

No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H25 — Identificar estratégias que promovam formas de inclusão social; H26 — Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem.

Para treinar: questão 2 da lista do capítulo 9, questão 16 da lista do capítulo 9.

Objetivos

  • Identificar e comparar a canção e os demais documentos da aula como fontes históricas, para responder à pergunta norteadora: Por que duas pessoas da mesma cidade podem viver em mundos diferentes?
  • Compreender Brasília: plano piloto, cidades-satélite e a segregação inscrita no desenho.
  • Compreender desigualdade urbana, transporte e circulação nas grandes cidades brasileiras.
  • Compreender redemocratização e o Brasil dos anos 1980 vivido por jovens.
  • Reconhecer o percurso da aula no produto final: um mapa comentado da cidade dos alunos, com o trajeto de dois personagens criados pela turma, as barreiras que eles encontrariam e um texto curto respondendo se, hoje, eles se conheceriam.

A canção é conhecida por quase todo mundo e quase sempre ouvida como historinha de amor. Descobrir que ela é uma descrição de segregação urbana, e que isso está lá o tempo todo, é a virada de leitura mais barata e mais eficiente que a coleção pode oferecer.

Brasília é o caso perfeito: uma cidade desenhada do zero, com o plano piloto de um lado e as cidades-satélite do outro. O que separava o casal era distância física, e distância física ali é projeto.

Fecha um arco: a mesma capital que apareceu como promessa de modernidade nos anos 1950 reaparece, vinte e cinco anos depois, como cidade partida.

E devolve a pergunta ao aluno, que sabe exatamente de que bairro da própria cidade ele não é.

Conteúdos envolvidos

  • Brasília: plano piloto, cidades-satélite e a segregação inscrita no desenho.
  • Desigualdade urbana, transporte e circulação nas grandes cidades brasileiras.
  • Redemocratização e o Brasil dos anos 1980 vivido por jovens.
  • Gosto cultural como marca de origem social.
  • A canção popular como fonte para história urbana.

Desenvolvimento

1
Escuta inteira · 10 min Escuta

A turma escuta como quem já conhece, e o professor não avisa nada.

2
Segunda escuta com uma tarefa · 10 min Escuta

Anotar tudo o que os dois personagens fazem, leem, ouvem e frequentam, em duas colunas.

3
As duas colunas na lousa · 20 min Debate

A pergunta: essas duas pessoas moram no mesmo lugar?

4
Entra o mapa · 15 min Pesquisa

Onde fica cada coisa citada, e quanto tempo se levava de um ponto ao outro.

5
Brasília em quinze minutos · 10 min Exposição

Quem projetou, para quem, e onde foi parar quem construiu.

6
A cidade dos alunos · 25 min Produção artística

Dois personagens inventados por eles, cada um de um bairro, e o que os separaria.

Materiais

Eduardo e Mônica
Legião Urbana · Dois · 1986 · Do disco Dois, 1986

Ouvida como história de amor e relida como descrição de uma cidade partida.

Ouvir
  • Mapa de Brasília com plano piloto e cidades-satélite; dados de deslocamento
  • Fotografias das duas Brasílias na mesma década
  • Mapa da cidade dos alunos, com dados de renda por bairro

Bibliografia

  • BRUZADELLI, Victor Creti; SOUSA, Rainer Gonçalves. História da Música Popular Brasileira para Vestibulares e ENEM. 2. ed. Goiânia: Kelps, 2026.

Avaliação e produção dos alunos

Um mapa comentado da cidade dos alunos, com o trajeto de dois personagens criados pela turma, as barreiras que eles encontrariam e um texto curto respondendo se, hoje, eles se conheceriam.

Critérios

  • Uso da canção como fonte, e não como ilustração: a afirmação histórica se apoia no que se ouve.
  • Correção e datação do contexto histórico mobilizado.
  • Clareza do argumento e distinção entre o que a fonte prova e o que apenas sugere.