O programa de 1965 montado por uma agência de publicidade, e a invenção do jovem como segmento de mercado.
Problema norteadorA juventude descobriu a própria música, ou alguém a vendeu para ela?
EM13CHS303 Debater e avaliar o papel da indústria cultural e das culturas de massa no estímulo ao consumismo, seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas a uma percepção crítica das necessidades criadas pelo consumo.
EM13LGG102 Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias como forma de ampliar suas as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H21 — Identificar o papel dos meios de comunicação na construção da vida social. Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: H23 — Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados.
Para treinar: questão 7 da lista do capítulo 6, questão 12 da lista do capítulo 6.
É um dos casos mais bem documentados de produto cultural planejado antes de existir: agência contratada, apresentadores escolhidos também pela aparência, nome do artista principal circulando na imprensa semanas antes da estreia.
Isso permite ensinar indústria cultural com evidência, e não com definição — o aluno vê a engrenagem antes de ouvir o conceito.
Ao mesmo tempo, exige nuance: o programa fez enorme sucesso porque falava de coisas que aquele público realmente vivia. Produto fabricado e desejo verdadeiro não se excluem.
E toca no que o aluno faz hoje sem perceber, ao consumir artistas cuja imagem é construída com o mesmo método.
Conteúdos envolvidos
Duas ou três canções do movimento. Do que elas falam? Que idade tem quem canta, e que idade tem quem ouve?
Que palavras aparecem, e a quem essa maneira de falar pertence.
Quem encomendou o programa, quem escolheu os apresentadores e com que critério, quando o nome do artista principal começou a circular.
Se foi tudo planejado, o sucesso foi falso? A turma discute e o professor não fecha.
Figurino, cenário e cartaz. O que aquela imagem prometia a quem assistia.
Lançamento planejado de artista, trazido pelos alunos, analisado com o mesmo roteiro.
Produção em grupo do artista fictício, seguida da crítica ao próprio produto.
O apresentador principal, no ano em que o programa estreou.
OuvirUm sucesso do movimento fora do trio que apresentava o programa — mostra que o repertório era maior que os três nomes do palco.
OuvirA terceira apresentadora — e uma versão de sucesso estrangeiro, que é como boa parte do repertório do programa era feita.
OuvirEm grupos, o lançamento completo de um artista fictício: nome, imagem, primeira canção descrita em palavras, plano de divulgação e público-alvo definido. Depois, cada grupo entrega o desmonte do próprio produto, apontando o que nele é cálculo e o que poderia ser verdadeiro.
Critérios