Os festivais de televisão como arena política, e a plateia que virou personagem da própria história que assistia.
Problema norteadorQuando o protesto vira programa de auditório, quem está protestando?
EM13CHS101 Analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão e à crítica de ideias filosóficas e processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
EM13CHS303 Debater e avaliar o papel da indústria cultural e das culturas de massa no estímulo ao consumismo, seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas a uma percepção crítica das necessidades criadas pelo consumo.
No ENEM
Matriz de Referência do ENEM. Ciências Humanas e suas Tecnologias: H15 — Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais ao longo da história; H21 — Identificar o papel dos meios de comunicação na construção da vida social.
Para treinar: questão 1 da lista do capítulo 5, questão 11 da lista do capítulo 5.
As gravações dos festivais têm um documento que quase nenhuma outra fonte sonora tem: o barulho do público. Dá para ouvir uma plateia decidindo, em tempo real, o que é aceitável politicamente. Isso não se lê, se escuta.
Três episódios em três anos montam a curva inteira: em 1966 um compositor força um empate para não vencer sozinho; em 1967 outro é vaiado até quebrar o violão e atirá-lo na plateia; em 1968 a canção vencedora é vaiada sem piedade porque o público queria a outra.
Isso desmonta a ideia confortável de que havia um lado certo e um errado. A plateia engajada também censurava, à sua maneira, e uma emissora ganhava audiência com a briga.
E é ENEM puro: cultura, política e meio de comunicação no mesmo documento.
Conteúdos envolvidos
Só o som com o público. A turma descreve o que a plateia está fazendo e tenta explicar por quê.
Essa era a canção vencedora, e o público queria a outra. Escuta da outra.
O empate de 1966, o violão quebrado em 1967, a vaia de 1968. O que muda de um ano para o outro?
Quem lucrava com a briga, que audiência isso dava, e por que a disputa era estimulada.
O que estava acontecendo no país em cada um dos três anos, e o que veio em dezembro de 1968.
A plateia dos festivais era resistência ou era público de programa de auditório? Sustentar com o áudio.
Resposta à pergunta norteadora, com o som como evidência.
A vencedora do III Festival Internacional da Canção, vaiada pela plateia.
OuvirA segunda colocada, aclamada pelo público que rejeitou a vencedora.
OuvirA apresentação interrompida pela vaia, que termina com o violão quebrado.
OuvirUma das duas que empataram no II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record.
OuvirA outra metade do empate de 1966.
OuvirUma análise de fonte sonora, de uma página: escolher um dos três episódios, descrever o que se ouve do público em momentos específicos, e argumentar o que esse som prova e o que ele não prova sobre o Brasil daquele ano.
Critérios